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Jornada da Ju

Medos e a hemodiálise

Eu tinha pavor da máquina e medo da morte!

J Por Juliana 2 min de leitura

Pouco tempo após o diagnóstico os exames continuaram a piorar até que em uma noite eu passei muto mau e fui parar no hospital com quadro de uremia.

Entendendo o que é Uremia:
é uma condição em que os rins não conseguem eliminar adequadamente as substâncias de resíduos do sangue, especialmente a ureia. Com isso, essas substâncias se acumulam no organismo e podem causar sintomas como náuseas, vômitos, fraqueza, confusão e sonolência.

Continuando... já estava confusa, muito vômito, acabei indo parar na UTI, tive convulsões e nessa noite assustadora onde até pediram para a minha família se despedir, parecia que minhas chances eram pequenas...iniciei a hemodiálise ali mesmo na uti e depois na internação...até depois de uns dias sair de alta e continuar nesse mesmo hospital as sessões de hemodiálise 3 vezes por semana.

Eu tinha pavor da máquina...até entender que era um privilégio...que muitas doenças não tem uma terapia que substitui a função perdida...e eu tinha uma opção.

Medo da morte, afinal, era uma ameaça real...eu estava fraca, tive parada, convulsões, a pressão instável...a sonolência e cansaço o tempo todo.

Tudo parecia um grande pesadelo!

Nessa internação nos contaram sobre a necessidade da realização da cirurgia da fístula, da necessidade e inicio das sessões e alimentação, e saúde emocional...tudo de uma vez.

Eram tantas perguntas, era tudo tão novo. Imagine como era há vinte anos atrás! Pense um pouco como as informações, a tecnologia e o quanto evoluiu e imagine como era diferente e difícil as respostas de todas as minhas dúvidas...nem inteligência artificial existia...rs...rs.

Cheguei a pesquisar nos meus materiais do curso de enfermagem, e as respostas eram mais assustadoras. Lembro de ter lido tudo sobre a doença em clinica médica e terminava dizendo: "Complicação: óbito."

Passando alguns dias, quando sai de alta, estávamos comemorando nosso primeiro ano de casados, tudo tinha mudado, minha casa toda montadinha foi entregue, nossas coisas distribuídas para serem guardadas um pouco em cada casa... e eu voltei junto com meu esposo para casa dos meus pais, pois precisava que alguém cuidasse de mim enquanto ele trabalhava.

E inicia também uma bagunça na agenda de toda a família, de quem me leva, de quem me busca...na hemodiálise.

Conteúdo informativo e educativo. Não substitui orientação médica individual. Consulte sempre a sua equipe de transplante.

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