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Doação em vida

Dá para doar em vida — e muita gente não sabe disso

Uma parte das doações no Brasil vem de pessoas vivas, quase sempre da própria família. Quem faz isso não sai da fila de ninguém: cria uma vaga a mais.

Quem a lei permite que doe

A Lei 9.434, de 1997, define isso no artigo 9º. O recorte é estreito de propósito: é o que separa doação de comércio de órgãos, que é crime.

  • Cônjuge e parentes até o 4º grau

    Pai, mãe, filho, irmão, avô, neto, tio, sobrinho, primo. Nesses casos a doação é permitida diretamente, sem passar por juiz.

  • Qualquer outra pessoa, só com autorização judicial

    Fora do círculo familiar, cada caso precisa da autorização de um juiz. A exigência existe justamente para impedir que se monte um mercado em cima de quem está desesperado — de um lado e do outro.

  • Medula óssea é a exceção

    Para medula óssea a lei dispensa a autorização judicial, mesmo entre pessoas sem parentesco. É por isso que existe cadastro nacional de doadores de medula, e vale a pena entrar nele.

O que a lei garante a quem doa

Por onde se começa

A conversa começa com a equipe de quem precisa

Não existe cadastro de doador em vida, nem lista para entrar. O caminho é pela equipe médica que acompanha a pessoa que precisa do transplante — é ela que avalia se a doação em vida é possível naquele caso e quem pode ser avaliado como doador.

  1. 01

    Fale com a equipe de transplante que acompanha a pessoa. É por ela que tudo passa.

  2. 02

    Quem se oferece para doar passa por avaliação clínica e psicológica, separada da do receptor.

  3. 03

    Se a doação for entre não parentes, a equipe orienta sobre a autorização judicial.

Esta página explica o enquadramento legal e o caminho — não avalia caso nenhum. Quem pode doar, para quem, e com que risco, só a equipe de transplante responde, com exames na mão. Conteúdo informativo e educativo; não substitui orientação médica individual. O texto da lei está no Portal do Planalto.